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Hepatites Virais: o que são, como prevenir e quando buscar ajuda


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No Brasil, estima-se que existam quase 2 milhões de pessoas vivendo com hepatite viral sem diagnóstico. Silenciosas em boa parte dos casos, as hepatites A, B, C, D e E podem comprometer o fígado por anos antes que apareçam sintomas graves — e algumas delas evoluem para cirrose ou câncer hepático. Conhecer as diferenças entre os tipos, manter a vacinação em dia e fazer exames de rotina são atitudes simples que protegem a saúde da família.

 

1. O que são hepatites virais?

Hepatite é uma inflamação do fígado causada, entre outros agentes, por vírus específicos (A, B, C, D e E). Cada tipo tem forma de transmissão, gravidade e prevenção próprias:

Tipo

Como se pega?

Existe vacina?

Evolução

Hepatite A

Água ou alimentos contaminados; contato fecal-oral

Sim (2 doses)

Geralmente aguda e autolimitada

Hepatite B

Sangue, relações sexuais, parto

Sim (3 doses)

Pode se tornar crônica em 5 %-10 % dos adultos

Hepatite C

Sangue (transfusão, compartilhamento de agulhas, material de manicure)

Ainda não

Torna-se crônica em 70 %-80 % dos casos

Hepatite D

Requer coinfecção com hepatite B

Controla-se vacinando contra B

Pode acelerar danos ao fígado

Hepatite E

Água/alimentos contaminados; mais comum em regiões com saneamento precário

Não disponível no Brasil

Normalmente aguda; risco maior em gestantes

 

2. Sintomas: por que a maioria passa despercebida?

Nos estágios iniciais, as hepatites virais costumam ser assintomáticas. Quando surgem sinais, eles podem incluir:

  • Cansaço extremo e mal-estar geral

  • Icterícia (pele e olhos amarelados)

  • Urina escura e fezes claras

  • Dor ou peso no lado direito superior do abdômen

  • Náuseas, falta de apetite e febre baixa

Se qualquer um desses sintomas aparecer — especialmente após viagem a locais com surtos ou exposição a sangue — procure avaliação médica para realizar testes específicos.

3. Exames que confirmam o diagnóstico

  1. Testes rápidos (gotinha de sangue) detectam hepatites B e C em 30 min.

  2. Sorologia completa: anticorpos e antígenos para definir se a infecção é recente, passada ou crônica.

  3. Carga viral (PCR): mede a quantidade de vírus no sangue, importante para planejar tratamento.

  4. Ultrassom abdominal e elastografia: avaliam possíveis danos no fígado.

Na AcessaMed+ você pode realizar o teste rápido e, se necessário, fazer coleta para exames laboratoriais mais detalhados no mesmo dia.

4. Vacinação: seu maior aliado

  • Hepatite A: duas doses (12 meses e 18 meses) na rede pública; adultos sem histórico de vacinação também podem receber.

  • Hepatite B: três doses (0-1-6 meses). Disponível para todas as idades no SUS.

  • Hepatite D: prevenível indiretamente ao vacinar-se contra B.

Importante: bebês devem receber a 1ª dose de hepatite B ainda na maternidade, nas primeiras 24 h de vida. Adultos que não completaram o esquema podem regularizar a qualquer momento.

 

5. Tratamentos atuais

  • Hepatite A e E: repouso, hidratação e acompanhamento médico; o organismo elimina o vírus sozinho.

  • Hepatite B: antivirais orais (tenofovir, entecavir) controlam a replicação e reduzem risco de cirrose.

  • Hepatite C: antivirais de ação direta (sofosbuvir, velpatasvir) curam até 95 % dos casos em 8-12 semanas, cobertos pelo SUS.

  • Hepatite D: manejo complexo; combina antivirais e acompanhamento especializado.

6. Boatos on-line: cuidado com mitos perigosos

Com a popularização de “receitas caseiras detox” e supostos “cursos de cura natural”, aumentam riscos de atraso no diagnóstico e uso de substâncias tóxicas ao fígado. Fuja de promessas como:

  • “Chá milagroso que elimina hepatite em 7 dias.”

  • “Jejum extremo cura qualquer doença hepática.”

  • “Se você não tem sintomas amarelos, não precisa se preocupar.”

Nenhuma dessas afirmações possui respaldo científico. Apenas exames laboratoriais e acompanhamento médico definem se há infecção e qual terapia é indicada.

 

7. Quando procurar ajuda imediatamente

  • Contato com sangue ou agulhas de terceiros (acidentes domésticos, estúdios de tatuagem).

  • Relações sexuais desprotegidas com novos parceiros.

  • Viagem recente a regiões com surto de hepatite A ou E.

  • Sintomas como icterícia, febre alta e vômitos persistentes.

8. Como a AcessaMed+ cuida da saúde do seu fígado

  • Testes rápidos para hepatites B e C sem agendamento.

  • Vacinação completa contra hepatites A e B para todas as idades.

  • Médicos infectologistas e hepatologistas disponíveis para diagnóstico e tratamento.

  • Telemedicina para esclarecer dúvidas, revisar exames e ajustar medicação.

Agende seus exames ou vacina em minutos

 

Fontes: Ministério da Saúde – Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais (2024); Organização Mundial da Saúde – Global Hepatitis Report (2023); Sociedade Brasileira de Hepatologia – Consenso de Tratamento de Hepatites (2024).

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