Aqui você verá um pouco mais sobre

Alzheimer e memória: quando o esquecimento merece atenção?


Tags: Alzheimer , memória

No Dia Mundial e Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer, entenda quais sinais podem indicar a necessidade de avaliação profissional.

Alzheimer e memória: quando o esquecimento merece atenção?

Esquecer onde deixou um objeto, não lembrar o nome de alguém por alguns instantes ou precisar de uma anotação para organizar a rotina pode acontecer com qualquer pessoa. Com o passar dos anos, algumas mudanças na memória também podem se tornar mais perceptíveis.

Mas quando os esquecimentos passam a ser frequentes, interferem nas atividades do dia a dia ou vêm acompanhados de confusão, desorientação e mudanças de comportamento, é importante olhar com mais atenção.

No dia 21 de setembro, é lembrado o Dia Mundial da Doença de Alzheimer e também o Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer, data instituída no Brasil pela Lei nº 11.736/2008 com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do cuidado e da participação de familiares e amigos no acompanhamento de pessoas com a doença.

A data reforça uma mensagem essencial: a memória também precisa de cuidado.

O que é a Doença de Alzheimer?

A Doença de Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo progressivo. Isso significa que ela afeta o funcionamento do cérebro ao longo do tempo, comprometendo principalmente a memória, a cognição, a linguagem, o raciocínio e a capacidade de realizar atividades cotidianas. Segundo o Ministério da Saúde, ela é a forma mais comum de demência neurodegenerativa em pessoas idosas.

A Organização Mundial da Saúde também aponta que o Alzheimer é a forma mais comum de demência, representando cerca de 60% a 70% dos casos.

Apesar de ser mais frequente em pessoas idosas, o Alzheimer não deve ser tratado como uma consequência “normal” do envelhecimento. Envelhecer pode trazer mudanças naturais, mas perder autonomia, esquecer compromissos importantes com frequência, se confundir em locais conhecidos ou ter dificuldade para realizar tarefas habituais são sinais que merecem avaliação.

Nem todo esquecimento é Alzheimer

É importante reforçar: nem todo esquecimento significa Alzheimer.

Alterações de memória podem estar relacionadas a diversos fatores, como estresse, ansiedade, depressão, alterações no sono, uso de medicamentos, deficiência de vitaminas, problemas hormonais ou outras condições de saúde.

Por isso, tentar interpretar os sinais sozinho pode atrasar o cuidado adequado. A avaliação profissional é fundamental para entender o que está acontecendo, investigar possíveis causas e orientar os próximos passos.

Sinais de alerta que merecem atenção

Alguns sinais podem indicar que a memória ou o comportamento de uma pessoa idosa precisam ser avaliados com mais cuidado. Entre eles:

  • esquecimentos frequentes que atrapalham a rotina;
  • repetição constante das mesmas perguntas ou histórias;
  • dificuldade para lembrar datas, compromissos ou acontecimentos recentes;
  • confusão com horários, dias da semana ou locais;
  • dificuldade para realizar tarefas comuns, como cozinhar, pagar contas ou tomar medicamentos corretamente;
  • perda de objetos em locais incomuns;
  • alterações de humor, irritabilidade, apatia ou isolamento;
  • dificuldade para encontrar palavras ou acompanhar conversas;
  • desorientação em lugares conhecidos;
  • mudanças no julgamento, na tomada de decisões ou no cuidado pessoal.

Esses sinais não confirmam o diagnóstico de Alzheimer, mas indicam que é hora de buscar orientação profissional. A OPAS/OMS reforça que, ao perceber sinais e sintomas de demência, é importante conversar com um profissional de saúde.

A família tem papel essencial nesse processo

Muitas vezes, quem percebe as primeiras mudanças não é a própria pessoa, mas familiares, amigos ou cuidadores.

Filhos, netos, cônjuges e pessoas próximas podem notar pequenos sinais no convívio diário: uma conta esquecida, uma panela deixada no fogo, uma mudança de comportamento, uma confusão que antes não acontecia.

Nesses momentos, o acolhimento faz diferença. Em vez de tratar o esquecimento como “teimosia”, “distração” ou “coisa da idade”, é importante conversar com cuidado, observar a frequência dos episódios e incentivar a busca por atendimento.

A participação da família também é importante durante a consulta, já que o relato de quem convive com o paciente pode ajudar o profissional a entender melhor a evolução dos sintomas.

Quando procurar atendimento profissional?

A orientação profissional deve ser buscada sempre que os esquecimentos ou mudanças cognitivas começarem a interferir na autonomia, na segurança ou na qualidade de vida da pessoa.

O acompanhamento pode envolver avaliação clínica, histórico de saúde, exames, testes cognitivos e, quando necessário, encaminhamento para especialistas como neurologista, geriatra, psiquiatra ou outros profissionais da saúde.

Quanto antes os sinais forem investigados, maiores são as chances de organizar o cuidado, orientar a família e oferecer mais segurança ao paciente.

Cuidar da memória é cuidar da autonomia

Falar sobre Alzheimer não é falar apenas sobre perda de memória. É falar sobre autonomia, segurança, convivência familiar e qualidade de vida.

A informação ajuda a reduzir o medo, combater o estigma e incentivar a busca por cuidado no momento certo. Perceber os sinais não significa antecipar diagnósticos, mas abrir espaço para uma avaliação responsável.

Neste Dia Mundial e Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer, a AcessaMed+ reforça a importância de olhar com carinho para quem você ama.

Percebeu esquecimentos frequentes, confusão com datas ou mudanças de comportamento em alguém próximo? Acesse o site da AcessaMed+ e consulte as opções de atendimento em Neurologia e Psiquiatria.

Voltar

Marque sua consulta