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Medicina do Trabalho
Com o objetivo de fazer a Segurança do Trabalho na prática, melhorando a qualidade de vida dos colaboradores e aumentando a produtividade das empresas, estamos oferecendo a partir de agora um suporte completo com todos os Programas de Prevenção de Saúde e Segurança do Trabalho (PGR, PCMSO, LTCAT, Envio dos eventos ao E-Social entre outros) e a realização de todos os exames ocupacionais.
Câncer de Pele: Tudo o que Você Precisa Saber para Prevenir e Tratar
Tags: câncer de pele, prevenção do câncer de pele, sintomas do câncer de pele, melanoma, carcinoma basocelular, protetor solar, exame dermatológico, fatores de risco, lesões na pele
O câncer de pele é o tumor mais frequente no Brasil há mais de uma década. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA, 2024), ele responde por cerca de 33 % de todos os diagnósticos oncológicos no país. A boa notícia: identificado no início, apresenta índices de cura superiores a 90 %. Neste guia você vai conhecer os tipos de câncer de pele, fatores de risco, sinais de alerta, formas de diagnóstico e medidas de prevenção para proteger toda a família.
Por que falar sobre câncer de pele?
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Alta incidência – mais de 220 000 novos casos estimados a cada ano (INCA, 2024).
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Exposição solar intensa – clima tropical aumenta o risco, principalmente em profissões ao ar livre.
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Detecção simples – o câncer de pele pode ser visto a olho nu, facilitando diagnósticos precoces.
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Impacto social – tumores não tratados podem causar deformidades, custos elevados e sofrimento psicológico.
Principais tipos de câncer de pele
Carcinoma basocelular (CBC)
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Responde por cerca de 70 % dos casos.
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Cresce lentamente e quase nunca metastatiza.
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Surge como nódulo perolado ou ferida que não cicatriza.
Carcinoma espinocelular (CEC)
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Aproximadamente 20 % dos tumores cutâneos.
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Cresce mais rápido e pode atingir camadas profundas.
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Ferida avermelhada ou verruga endurecida persistente.
Melanoma
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Menos frequente, porém mais agressivo.
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Origina-se nos melanócitos (células de pigmento).
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Pode aparecer em pinta que muda de cor, forma ou tamanho.
Tumores cutâneos raros
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Carcinoma de células de Merkel, dermatofibrossarcoma protuberante e sarcomas cutâneos exigem avaliação especializada.
Fatores de risco
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Exposição solar sem proteção (UVA/UVB).
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Histórico familiar de câncer de pele ou melanoma.
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Fenótipo claro – pele, olhos ou cabelos claros.
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Queimaduras solares na infância – dobram o risco na vida adulta.
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Câmaras de bronzeamento artificial.
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Imunossupressão (HIV, uso crônico de corticosteroides).
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Profissões externas – agricultores, pescadores, carteiros, pedreiros.
Trabalhadores rurais têm risco 60% maior de desenvolver carcinoma espinocelular (Sociedade Brasileira de Dermatologia, 2023).
Sinais e sintomas: a regra ABCDE
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Assimetria – metade da pinta difere da outra.
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Borda irregular – contorno serrilhado ou indefinido.
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Cor variável – preto, marrom, vermelho ou branco na mesma lesão.
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Diâmetro – maior que 6 mm (borracha de lápis).
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Evolução – mudanças rápidas em tamanho, cor, forma ou sintomas (sangrar, coçar).
Outros alertas:
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Feridas que não cicatrizam em 4 semanas.
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Caroços translúcidos que crescem devagar.
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Manchas brancas ou rugosas em lábios e orelhas, sobretudo em fumantes.
Diagnóstico
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Exame clínico dermatológico e dermatoscopia.
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Mapeamento corporal digital – fotos para acompanhar pintas.
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Biópsia – retirada parcial ou total da lesão para análise histológica.
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Imagem (ultrassom, tomografia) – em casos avançados.
A dermatoscopia eleva em 30% a precisão diagnóstica para melanoma (Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, 2024).
Tratamentos disponíveis
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Cirurgia excisional – retira a lesão com margem de segurança; padrão-ouro para CBC e CEC iniciais.
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Cirurgia de Mohs – preserva tecido saudável em áreas sensíveis (nariz, pálpebras).
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Terapia fotodinâmica – luz + agente fotossensível para tumores superficiais.
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Radioterapia – opção para pacientes inoperáveis.
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Imunoterapia e terapias-alvo – aumentam em até 50 % a sobrevida no melanoma metastático (ASCO, 2024).
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Quimioterapia tópica – imiquimode ou 5-fluorouracil em carcinomas iniciais ou queratoses actínicas.
Recuperação e qualidade de vida
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Acompanhamento dermatológico semestral.
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Uso de protetor solar FPS 50+ sobre a cicatriz.
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Apoio psicológico, se necessário.
Prevenção: hábitos que fazem diferença
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Aplicar protetor solar FPS 30+ 15 min antes da exposição, reaplicando a cada 2h.
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Usar chapéu de aba larga, óculos com filtro UV e roupas com tecido UPF 50.
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Evitar sol entre 10h e 16h.
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Ensinar crianças a brincar na sombra e usar barreiras físicas.
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Hidratar a pele diariamente.
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Fazer autoexame mensal e consultar o dermatologista se notar alterações.
Mitos e verdades
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Negros não têm câncer de pele. Mito – incidência menor, mas diagnóstico costuma ser tardio.
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Protetor solar só na praia. Mito – radiação UVA atravessa nuvens e vidros.
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Toda pinta que coça é câncer. Parcial – coceira isolada não define, mas requer avaliação.
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Câncer de pele só aparece em áreas expostas. Mito – melanomas podem surgir em palmas, plantas e couro cabeludo.
Benefícios da detecção precoce
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Cura > 90 % em CBC e CEC iniciais.
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Menor custo e menor cicatriz – cirurgia simples, sem terapias complexas.
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Retorno rápido às atividades – procedimentos ambulatoriais.
Perguntas frequentes
Quem deve fazer mapeamento corporal?
Pessoas com muitas pintas, histórico familiar de melanoma ou pele muito clara.
Bronzeamento artificial faz mal mesmo com filtro?
Sim. Radiação UVA artificial é classificada como cancerígena pela OMS (2009).
Protetor infantil serve para adultos?
Serve, mas a textura é mais espessa; o importante é o FPS e amplo espectro.
Maquiagem com FPS dispensa protetor?
Não. A quantidade de maquiagem aplicada não atinge a proteção necessária.
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Fontes: Instituto Nacional de Câncer (INCA, 2024); Sociedade Brasileira de Dermatologia (Estudo de Risco Ocupacional, 2023); Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (Guia de Dermatoscopia, 2024); American Society of Clinical Oncology – ASCO (Relatório de Imunoterapia, 2024); Organização Mundial da Saúde (Classificação UVA, 2009).
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