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Exames de cardiologia pediátrica: quando fazer e como preparar seu filho


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Receber do pediatra a orientação de visitar um cardiologista infantil pode gerar ansiedade em qualquer família. A boa notícia é que a maioria dos exames do coração em crianças é rápida, indolor e feita com aparelhos que só tocam a pele. Neste guia, você vai conhecer os testes mais solicitados, entender em quais situações eles são indicados segundo as diretrizes mais recentes da Sociedade Brasileira de Cardiologia* e descobrir truques simples para deixar seu filho (e você) mais tranquilo no dia do procedimento.


Teste do coraçãozinho (oximetria de pulso)

Quando é indicado? Ainda na maternidade, entre 24 e 48 h de vida. Mede a quantidade de oxigênio no sangue e identifica a maioria das cardiopatias críticas antes da alta.

Como é feito? Um sensor parecido com o usado para medir febre é colocado no pé e na mão do bebê por cerca de um minuto. Não dói e o recém‑nascido costuma nem acordar.


Eletrocardiograma (ECG)

Quando é indicado? Crianças com sopro persistente, palpitações, histórico familiar de arritmia ou antes de prática esportiva competitiva.

Como é feito? Adesivos (eletrodos) são colocados no peito, braços e pernas para registrar o ritmo do coração por poucos segundos. Não há radiação nem desconforto; a parte mais chata costuma ser a cola fria do eletrodo.


Ecocardiograma (ECO) transtorácico

Quando é indicado? Para investigar sopros, verificar estruturas do coração em bebês prematuros ou acompanhar cardiopatias já diagnosticadas.

Como é feito? Um transdutor desliza suavemente sobre o peito da criança com gel morno. Produz imagens em tempo real, como um “ultrassom do coração”. Dura de 15 a 30 min e o som do aparelho pode até distrair os pequenos.


Holter de 24 h

O Holter grava o ritmo cardíaco por um dia inteiro. Ele não é pedido em consultas de rotina; só é usado quando há suspeita de arritmias que não aparecem no ECG convencional, como desmaios sem causa aparente ou palpitações frequentes.

Como é feito? Eletrodos fixados ao peito ligados a um gravador do tamanho de um celular. A criança vai para casa, dorme e brinca normalmente, apenas evitando banho de imersão. No dia seguinte, o equipamento é retirado no consultório.

Outras avaliações complementares

  • Teste ergométrico infantil: para atletas mirins ou acompanhamento de cardiopatia congênita em adolescentes.

  • Ressonância magnética cardíaca: indicada em casos mais complexos, sempre sob avaliação do especialista.

Como preparar seu filho para o exame

  1. Explique com palavras que ele entenda: “Vamos fazer uma foto do seu coração.”

  2. Traga um objeto de conforto: pelúcia, chupeta ou fone com música calma.

  3. Escolha roupas fáceis de tirar: bodies com botões frontais ou camisetas largas.

  4. Chegue 15 min antes para que a criança explore o ambiente e se sinta segura.

  5. Combine um prêmio simples: passeio no parquinho ou o desenho preferido em casa.

Fale com quem entende de coração infantil

Exames de cardiologia pediátrica servem para confirmar que tudo vai bem ou para tratar cedo o que precisa de atenção. A maioria é rápida, sem agulhas e com tecnologia que toca, mas não machuca. Se o pediatra sugeriu alguma avaliação, lembre‑se: tratar cedo é garantir mais saúde para o futuro.

Se seu filho precisa passar por um desses exames ou você deseja uma segunda opinião, agende uma consulta com o nosso cardiologista pediátrico clicando aqui. Quer conversar antes? Chame no WhatsApp tocando aqui e tire suas dúvidas.

 

Fontes: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia – Cardiologia Pediátrica (2024); American Heart Association – Guidelines for Pediatric Cardiac Evaluation (2024); Ministério da Saúde – Teste do Coraçãozinho (2023).

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